30 de dezembro de 2011

O Medo do Amor.



Medo de amar? Parece absurdo, com tantos outros medos que temos que enfrentar: medo da violência, medo da inadimplência, e a não menos temida solidão, que é o que nos faz buscar relacionamentos. Mas absurdo ou não, o medo de amar se instala entre as nossas vértebras e a gente sabe por quê.

O amor, tão nobre, tão denso, tão intenso, acaba. Rasga a gente por dentro, faz um corte profundo que vai do peito até a virilha, o amor se encerra bruscamente porque de repente uma terceira pessoa surgiu ou simplesmente porque não há mais interesse ou atração, sei lá, vá saber o que interrompe um sentimento, é mistério indecifrável. Mas o amor termina, mal-agradecido, termina, e termina só de um lado, nunca se encerra em dois corações ao mesmo tempo, desacelera um antes do outro, e vai um pouco de dor pra cada canto. Dói em quem tomou a iniciativa de romper, porque romper não é fácil, quebrar rotinas é sempre traumático. Além do amor existe a amizade que permanece e a presença com que se acostuma, romper um amor não é bobagem, é fato de grande responsabilidade, é uma ferida que se abre no corpo do outro, no afeto do outro, e em si próprio, ainda que com menos gravidade.

E ter o amor rejeitado, nem se fala, é fratura exposta, definhamos em público, encolhemos a alma, quase desejamos uma violência qualquer vinda da rua para esquecermos dessa violência vinda do tempo gasto e vivido, esse assalto em que nos roubaram tudo, o amor e o que vem com ele, confiança e estabilidade. Sem o amor, nada resta, a crença se desfaz, o romantismo perde o sentido, músicas idiotas nos fazem chorar dentro do carro.

Passa a dor do amor, vem a trégua, o coração limpo de novo, os olhos novamente secos, a boca vazia. Nada de bom está acontecendo, mas também nada de ruim. Um novo amor? Nem pensar. Medo, respondemos.

Que corajosos somos nós, que apesar de um medo tão justificado, amamos outra vez e todas as vezes que o amor nos chama, fingindo um pouco de resistência mas sabendo que para sempre é impossível recusá-lo.

-Martha Medeiros

25 de dezembro de 2011

Então, não perca seu tempo comigo....

Eu não sou um corpo que você achou na noite. 
Eu não sou uma boca que precisa ser beijada por outra qualquer.
Eu não preciso do seu dinheiro.
Muito menos do seu carro.
Mas, talvez, eu precise dos seus braços fortes. Das suas mãos quentes.
Do seu colo pra eu me deitar. Do seu conselho quando meu lado menina não souber o que fazer do meu futuro.
Eu não vou te pedir nada. Não vou te cobrar aquilo que você não pode me dar.
Mas uma coisa, eu exijo.
Quando estiver comigo, seja todo você. Corpo e alma. Às vezes, mais alma. Às vezes, mais corpo.
Mas, por favor, não me apareça pela metade. Não me venha com falsas promessas.
Eu não me iludo com presentes caros.
Não, eu não estou à venda. Eu não quero saber onde você mora. Desde que você saiba o caminho da minha casa.
Eu não quero saber quanto você ganha. Quero saber se ganha o dia quando está comigo.


Ou me quer e vem,...

....ou não me quer e não vem.
Mas me diga logo pra que eu possa desocupar o coração.
Avisei que não dou mais nenhum sinal de vida. E não darei.
Não é mais possível.
Não vou me alimentar de ilusões.
Prefiro reconhecer com o máximo de tranquilidade possível que estou só,
do que ficar a mercê de visitas adiadas e encontros transferidos.
-  Caio  F. Abreu

8 de dezembro de 2011

Aprendi...

Aprendi que o amor chega na hora exata.
Que a maturidade vem aos poucos.
Que família é tudo.
Que amigos bons e sinceros são poucos.
Que cuidar da sua vida é sempre a melhor opção.
Que dias melhores sempre virão.
Que na vida, nem tudo vale a pena.
E principalmente que minha felicidade depende das escolhas que eu faço.(...)
Nesta vida nada se leva.. Só se deixa...
Então, deixe o teu melhor sorriso.. Teu maior abraço.. Tua mellhor história.. Tua melhor intenção.. Toda a sua compreensão..
E de sua amizade... A maior porção!